17 de agosto de 2009

Como fazer com que o seu bebé durma a noite toda?

O sono é um fenómeno fisiológico, mas o processo de dormir é uma conduta aprendida. Para que o seu bebé tenha um bom hábito de sono e se converta num grande dorminhoco, deve ensinar-lhe algumas coisas. Não é difícil. Só necessita de um pouco de constância, grandes doses de paciência e quatro bons conselhos. O seu bebé não tem de ter problemas de sono. O importante é ajuda-lo, desde os primeiros meses, a ter um bom hábito de sono. Há um método muito eficiente que é importante adoptar o quanto antes.
Recém-nascido
O sono de um recém-nascido é anárquico, ele não distingue entre o dia e a noite e dorme as horas que necessita. Devemos respeitar esse ritmo próprio, mas existem algumas coisas que pode ir fazendo:
Quando acorda a chorar não lhe dê logo a comida. É muito importante que o seu bebé aprenda a dormir sozinho.Ensine-o a diferenciar os momentos em que está desperto daqueles em que está dormindo
Desenvolvimento do bebé dos 3 aos 6 meses.
A partir dos 3 meses, o bebé começa a alargar o sono nocturno. Este é um momento muito importante para incutir-lhe um bom hábito de sono. É muito conveniente reforçar o ritual diário prévio ao momento de descansar, para que seja cada dia igual.
A rotina diária a seguir pode ser do seguinte tipo:
-» Banho -» Pijama -» Comida -» Canção -» Chupeta -» Berço -» Sono.
É
fundamental que aprenda a dormir sozinho. Se deixa-lo no berço a chorar, espere um minuto antes de entrar e consola-lo. Se o bebé voltar a chorar, repita o mesmo mas desta vez espere dois minutos antes de entrar. Se a história se repetir vá alargando gradualmente o tempo antes de entrar no seu espaço. Seguramente, num par de semanas, o seu filho acabará por aprender a dormir sozinho.
Outras coisas importantes:
Para que durma sozinho ajuda que os seus "objectos favoritos" estejam com ele.Assegure-se que está cómodo.Deita-lo e desperta-lo sempre a mesma hora.Não lhe dê comida na mesma habitação onde dorme. Passe um bocado agradável e carinhoso com o seu filho antes de deita-lo. Despeça-se sempre com a mesma frase: "Dorme bem", "Bons sonhos", etc. Mostre segurança no que faz. A sua segurança tranquiliza o seu filho.
Desenvolvimento do bebé dos 6 meses para adiante
A partir dos 6 meses, o seu filho deve ter o seu ritmo de sono e de comida bem estabelecido. Durante este período é importante seguir com a rotina prévia no momento de ir dormir e respeitar sempre os mesmos horários.

11 de agosto de 2009

Gravidez na Adolescência

Uma gravidez na adolescência implica um duplo esforço para a jovem adolescente.
O que significa uma gravidez na adolescência?
A adolescência assume-se como um importante período da vida, que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível social, familiar e também sexual. A puberdade marca o início da vida reprodutiva de rapazes e raparigas, sendo caracterizada por mudanças fisiológicas e psicológicas. Uma gravidez na adolescência implica um duplo esforço de adaptação fisiológica e uma conciliação de duas realidades que convergem num único momento: estar grávida e ser adolescente.
Como saber se estou grávida?
Se existiram relações sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura devida, não vale a pena entrar em pânico, mas também não deve ignorar a situação. Deve sim, fazer um teste de gravidez e aí, de acordo com o resultado, reflectir sobre as decisões mais apropriadas, sempre com o apoio de alguém em quem se confia. É essencial considerar que uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade total durante vários anos. Existem muitos serviços anónimos, confidenciais e gratuitos (por exemplo: consultas de atendimento a jovens nos centros de saúde, linhas telefónicas de apoio e encaminhamento nesta área, etc.) que podem ajudar os jovens neste momento difícil.
Quais são as principais queixas apresentadas pela jovem grávida?
Dificuldade na relação com os pais: desapontamento, culpas e acusações poderão ocorrer aquando da chegada da notícia;Dificuldade na relação consigo própria, na integração da gravidez e da expectativa da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente;Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado;Dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos;Dificuldade em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.
Qual a forma de tornar toda esta situação mais fácil?
Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida forem capazes de acolher a notícia com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de decorrer sem problemas e até de forma gratificante. A jovem deve ser apoiada na tomada de decisões e o seu bem-estar afectivo é fundamental. A adolescente tem necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir julgada, antes compreendida e aceite. Deverá possuir conhecimentos que lhe permitam compreender a maternidade e aceitar as mudanças corporais inerentes. Para isso, deverá ser inserida num programa de cuidados pré-natais adequados. A gravidez na adolescência é, enfim, um problema que deve ser levado a sério e que não deve ser subestimado nem pelos adolescentes, nem pelos educadores e professores. É possível manter os comportamentos normais na adolescência, continuar a sair com os amigos e namorar, mas de forma diferente, mais ponderada.

14 de julho de 2009

Musicoterapia

A musicoterapia utiliza a música e os seus elementos para facilitar e promover a comunicação, aprendizagem, mobilização, expressão e outros objectivos terapêuticos. A terapia começa a ser utilizada também nas grávidas para garantir proximidade e uma melhoria da qualidade de vida para o bebé e para a mãe.
A aprendizagem começa dentro da barriga da mãe. Os sons e ritmos ouvidos ainda no útero podem conter informações para o desenvolvimento de cérebro do bebé.
Os sons externos começam a ser ouvidos pelos bebés a partir da 16.ª semana. A audição é o primeiro sentido a despertar. A partir da 20.ª semana começa a reagir aos sons e na 25.ª já reconhece as diferenças entre eles.
Quando ouvir uma música, que é ouvida também pelo bebé, deve fazer uma escolha cuidada. Deve preferir uma música que lhe transmita boas sensações, para que estas passem para o bebé.
A harmonia da música é muito importante.
Opte pelas músicas calmas, melódicas e sem grandes discrepâncias de som. A música clássica é uma boa opção, mas convém que mantenha sempre a mesma linha e não tenha mudanças bruscas.
Há músicas que por serem mais agressivas podem não alcançar o objectivo terapêutico. O rock, por exemplo, pode não ser muito interessante para o bebé, mesmo que a mãe goste muito.
O feto precisa de harmonia e equilíbrio emocional. Só mais tarde a criança começa a gostar de outro tipo de músicas mais rítmicas e divertidas para dançar.

29 de junho de 2009

Pensando nos nossos pezinhos

Saltos mais baixos e base larga garantem o conforto que a grávida precisa durante os nove meses.”
A gravidez é o período da vida em que a mulher fica mais frágil e sensível em todos os sentidos, tanto física quanto psicologicamente. São momentos em que realmente precisa se sentir amada, amparada, desejada, bonita e, acima de tudo, muito descansada, confortável e tranquila.
Agora, imagine andar o dia inteiro com sapatos desconfortáveis nos pés?
Os nossos pés são a base do pilar, a sustentação de todo o nosso ser.
Na gravidez tudo fica diferente e eles precisam de cuidados especiais. Tratar as unhas, usar cremes hidratantes, tratar patologias (micoses), usar sapatos confortáveis e meias elásticas de média compressão indicadas para grávidas, torna-se imprescíndivel. Além de um modelo bonito, o calçado deve oferecer bem-estar e saúde. Durante toda a gravidez, o calçado deve ser confortável, adequado à estação e deve ter um salto discreto de dois a quatro centímetros, com base larga.Calçado rasteirinho e chinelos devem ser evitados. O salto é aconselhável até quatro centímetros para melhorar a circulação venosa dos membros inferiores e facilitar o caminhar.Um calçado inapropriado pode causar vários problemas durante a gravidez, mas não interfere no momento do parto. Os saltos rasteiros podem causar dor nas pernas e problemas na circulação venosa, os saltos acima de cinco centímetros ou muito finos aumentam o risco de entorses e quedas, que podem causar traumatismos para a mãe e para o bebé.

19 de junho de 2009

A roupinha para o bebé

Características gerais

Embora não seja possível determinar premissas rígidas sobre o vestuário que o bebé deve utilizar, deve-se ter em conta que o principal objectivo da sua roupa, mesmo que seja muito bonita, não corresponde à sua função estética, pois as roupas não devem ser seleccionadas pelo seu aspecto, mas por outras características mais importantes. A principal função da roupa do bebé consiste, essencialmente, em protegê-lo das condições climatéricas adversas, devendo ser fresca no Verão e quente no Inverno. As roupas devem, igualmente, ser seguras e devem ser fáceis de vestir e despir, sem perturbar os movimentos do bebé, já que é um gesto várias vezes repetido ao longo do dia durante a primeira época da vida
Uma questão extremamente importante é o facto de a roupa ser, preferencialmente, de fibras naturais, como algodão, linho ou lã, porque são materiais absorventes que evitam a acumulação de suor sobre a pele do bebé, mantendo-a seca. Para além de poderem provocar alergias, as fibras artificiais não são absorventes nem transpiráveis, o que propicia a retenção do calor e da humidade - por isso, deve-se evitar a sua utilização.
As roupas do bebé nunca devem ser apertadas, têm de ser largas e flexíveis, sobretudo folgadas no pescoço, ombros, pulsos e coxas, não devendo impedir que a criança goze de uma total liberdade de movimentos. Deve-se seleccionar roupas cómodas e de acordo com a altura do bebé, tendo-se sempre em conta que cresce muito depressa. De início, deve-se comprar apenas o imprescindível e ir aumentando o vestuário à medida que cresce com roupas adequadas às suas necessidades.
Um outro ponto extremamente importante é a forma de se fechar. Não convém que a roupa do bebé tenha botões, por um lado porque são incómodos e, por outro lado, porque existe o risco de caírem ou de o próprio bebé os arrancar e engolir. Caso alguma roupa tenha botões, é preferível que sejam grandes e que se situem nas costas. Não se deve igualmente recorrer à utilização de alfinetes-de-ama, que se podem abrir, nem de fitas que se possam enrolar no pescoço. Os sistemas de fecho mais eficazes e seguros são as molas e as modernas tiras de velcro